Essa história precisa de um contexto.
Eu me lembro de um arco-íris. Não sei bem por quê, mas é isso que vem na minha cabeça quando penso no dia que a gente se conheceu. Oitavo ano, um playground molhado, um arco-íris e ela desenhando na caixa de areia com um graveto.
Ela gostava de rabiscar na areia molhada — pelo jeito segurava melhor o desenho. No dia que eu falei oi pra ela pela primeira vez, ela estava no meio de fazer o mesmo círculo várias e várias vezes.
Perguntei por que ela só ficava desenhando um círculo só, e lembro direitinho dela responder, toda tímida: “Porque ele não tem fim.”
Achei ela estranha pra caralho, mas eu também era. Então sentei do lado, peguei meu próprio graveto e desenhei um círculo ao lado do dela. Pelo sorrisinho que ela deu, deu pra ver que achou engraçado.
Viramos amigos rapidinho.
Um tempo depois, uma coisa estranha começou a acontecer. Eu comecei a ter mais déjà vu, uns flashes rápidos, aquela sensação de que eu já tinha vivido aquilo. No começo eu ignorava; era meio assustador, mas meus pais disseram que era normal. Minha amiga até falou que acontecia com ela às vezes também. Então achei que tava tudo bem.
Mas foi ficando mais frequente e mais forte. Eu tava fazendo lição de casa e, de repente, vinha aquela sensação… quando passava, eu já tinha escrito a resposta da pergunta sem nem perceber.
Ou então eu tava falando com alguém no telefone e, no meio do déjà vu, falava a mesma coisa que a pessoa ia falar, ao mesmo tempo. Tipo… eu já sabia.
Contei pros meus pais, pros amigos. Como ninguém conseguia explicar, meus pais me levaram no médico. No consultório, o cara falou que não fazia ideia do que meus pais estavam falando e que podia tentar um remédio, mas não recomendava. Como a gente não tinha muito dinheiro, eles só me levaram de volta pra casa e deixaram quieto.
E a vida toda eu convivi com isso. Parece que chegou num platô: acontece de vez em quando e depois some por um bom tempo.
Perdi contato com minha amiga da caixa de areia faz anos. Muitos anos. Segui em frente e aprendi a lidar com isso. Em alguns momentos até era útil. Às vezes eu conseguia chutar as respostas da prova na faculdade quando o déjà vu batia. Ou sabia o que meu chefe ia falar antes mesmo dele abrir a boca.
A vida seguiu. Até uns dias atrás.
Cheguei do trabalho destruído. Tinha sido um dia longo pra caralho. Fiquei uns bons trinta minutos sentado no carro só respirando antes de entrar em casa. Foi aí que senti aquele comichão no cérebro. Tipo um verme se mexendo. Sabia que o déjà vu ia ser forte, daqueles que parecem um raio.
E veio. Por um segundo eu senti que estava ao mesmo tempo dentro do carro e na porta de casa, onde tinha um bilhetinho dobrado colado. “Pra você”, estava escrito.
Um pássaro cantou no entardecer. E eu… estava indo em direção à porta. Não lembro de ter saído do carro, o que é bem estranho mesmo pra esses momentos já estranhos. Fiquei meio tonto. Demorei um minuto pra me recuperar e subir as escadas de tijolo.
Lá estava o bilhete. E eu reconheci a letra na hora. Mesmo assim, levei um susto quando abri. Tinha um círculo perfeito desenhado no meio da folha, e dentro dele as palavras: “Precisamos conversar. Me encontra no Cat Brew Café.”
Tá bom, pensei. Estranho, mas bem a cara dela. Dei de ombros, abri a porta de casa, tirei os sapatos e entrei. Mas quando cheguei na sala, vi o rabo de uma sombra se esgueirando pra cozinha.
Congelei. Senti um frio na barriga. Respirei bem baixo, me agachei, encostei na parede e peguei o celular com a mão tremendo. Podia ser ela, né? Se ainda fosse tão doida quanto antes, era bem capaz. Mas eu não podia arriscar.
Fui me arrastando devagar até a esquina entre o corredor e a cozinha, espiei no escuro. Não vi nada. Entrei na ponta dos pés, peguei uma faca do cepo bem quietinho, fui até o interruptor e acendi a luz o mais rápido que consegui.
Ninguém.
Revirei a casa inteira, centímetro por centímetro. Todas as portas e janelas estavam trancadas. Não achei ninguém. Acabei achando que era coisa da minha cabeça e sentei pra comer.
Tava na metade da salada quando ouvi um barulho na porta da frente, como se alguém tivesse batido com os nós dos dedos.
Meu coração disparou. Levantei, guardei a salada na geladeira e fui até o corredor olhar. Não vi nada. Voltei pra cozinha e foi aí que ouvi a porta destrancar e abrir sozinha. Com um susto, apaguei a luz da cozinha e me escondi atrás da ilha.
Passos ecoaram no corredor. Prendi a respiração e fui me arrastando agachado pro sala. Quase não deu tempo. Ouvi os passos chegando na cozinha. Entre respirações curtas e rápidas, xinguei baixinho e voltei pelo circuito da casa até o corredor.
Ouvi uma respiração forte na cozinha. A luz acendeu. Mais passos. “Porra”, sussurrei, sentindo o suor escorrendo na testa. O mais rápido e silencioso possível, fui até a porta da frente, abri e saí correndo noite adentro.
Pensei em chamar a polícia. Estava quase fazendo isso quando senti outro déjà vu forte vindo. “Agora não”, implorei baixinho.
E ele veio.
Me vi ao mesmo tempo do lado de fora de casa, quase chorando, *e* estacionando no Cat Brew Café. Eu estava chorando e ao mesmo tempo em pé na frente do café procurando minha amiga. É muito difícil explicar. Mas aí ouvi a voz dela, delicada e doce, chamando meu nome… e de repente eu já estava no café.
Pisquei. “Que porra é essa?”
Ela apareceu no meu campo de visão. O cabelo loiro dela tinha crescido até a cintura, mas o corpo continuava magro. Estava com roupa casual e uma mochila que parecia vazia nas costas. Aquele sorriso afiado dela ainda me chamava atenção. Parecia surreal. Mas ao mesmo tempo era familiar e bom.
“O que tá acontecendo?”, perguntei.
O sorriso dela ficou mais suave, quase triste. “A gente precisa conversar”, disse ela.
Fiquei olhando sem acreditar. “O café tá fechado! Como você sabia que eu ia estar aqui?”
“Você sabe como”, ela respondeu. “Acontece comigo também.”
Soltei um suspiro longo e me joguei no meio-fio. “Tá. Olha… você não vai acreditar na noite que eu tô tendo. Desculpa dominar a conversa, é bom te ver. Mas alguém invadiu minha casa.”
Os olhos dela arregalaram. “O quê?”
“É”, falei, segurando a cabeça com as mãos. “É um pesadelo. Eu ia chamar a polícia, mas… acabei aparecendo aqui primeiro. Sei lá como.”
Ela umedeceu os lábios, assentiu devagar, sentou do meu lado e disse: “É… eu entendo. Tá acontecendo comigo também.”
Olhei de lado pra ela. “O que tá acontecendo com você?”
“O déjà vu. Ele tá me movendo de lugar”, respondeu.
Meus dedos se abriram. “Caralho… tá, isso é muita coisa. O que tá rolando com esse déjà vu? Acho que era sobre isso que você queria falar, né?”
Ela assentiu. O cabelo dela brilhava na luz laranja do poste da rua vazia. “Por mais que eu ache legal a gente colocar o papo em dia, a gente não tem tempo.”
Ela enfiou a mão na mochila e tirou um caderno de desenho. Me entregou e mandou eu olhar. Quando abri, página após página só tinha círculos. Círculos sozinhos na folha, todos diferentes, com rabiscos estranhos e tentáculos saindo. Na hora senti um desconforto profundo. Olhei pro caderno, depois pra ela, e abri a boca pra falar — mas ela falou primeiro.
“O que é isso?”, ela perguntou por mim, pegando o caderno de volta. “Não sei o nome verdadeiro. O pessoal da internet chama de ‘Circular’. É uma língua. Uma língua antiga pra caralho. A mais antiga que a humanidade conhece.”
“Como assim?”, falei, levantando a sobrancelha.
Ela balançou a cabeça. “Olha.” Abriu numa página específica, passou o dedo no círculo e disse: “Essa palavra aqui. É a mais importante de todas.”
“Desculpa, mas quem na internet tá falando tudo isso?”
Ela me olhou com cara de coruja. “As outras pessoas como a gente. É isso que essa palavra significa. É pra gente como nós.”
“Isso tá parecendo loucura”, falei. E realmente parecia. Uma palavra em forma de círculo pra pessoas com déjà vu preditivo, vinda de uma língua mais antiga que todas as outras? Dava pra internar qualquer um por menos. Mesmo assim, perguntei baixinho: “O que ela significa?”
O olhar dela ficou mais sério. “Olha aqui. Esse risco significa ‘em algum lugar no tempo’. Esse aqui significa ‘não’. Aqui é ‘imediato’ e ali é ‘ambos’. É uma palavra que não existe em português. Significa ‘Kurse’.”
Fiz um “oh” sem som e perguntei: “E… somos nós? A gente é ‘Kurse’?”
Ela fez um hum e assentiu uma vez. “É.”
Fiquei sem palavras. Só dei de ombros e abri a mão. Ela ainda me entendia depois de tanto tempo e disse: “Eu sei que parece besteira. Mas pra mim o déjà vu tá ficando cada vez mais forte. Então eu fiquei fuçando em uns sites e fóruns bem doidos de gente como a gente. E alguns deles fazem uma coisa muito estranha quando o déjà vu fica forte assim…”
“Tá…?”, eu disse.
Ela olhou pro chão, procurando respostas que não estavam ali. “Eles começam a postar o mesmo comentário final várias vezes, em intervalos. Pra alguns é a cada vinte minutos. Pra outros, uma vez por dia. Mas postam a mesma coisa, como um relógio.”
Senti o déjà vu vindo de novo. Soltei um “Não!” sofrido, mas já era tarde. Minha amiga me deu o olhar mais doce e preocupado que já vi dela — e então me vi ao mesmo tempo sentado com ela e dentro do carro, indo pra um parque, chorando.
Pra mim que ainda estava lá com ela, ouvi ela dizer: “Tá começando com você também.”
E então eu já estava no parque, estacionado, completamente desorientado. Parecia que eu precisava descruzar a mente, igual quando você acorda e descruzar os olhos. Gemi, esfreguei a testa, as lágrimas já secando no rosto. E gritei.
Gritei pra caralho.
Bati os punhos no volante.
Meu peito apertou, o corpo travou e comecei a soltar todos os palavrões que conheço.
Essa estava sendo uma das noites mais estressantes da minha vida. Olhei sem expressão pro brilho fraco dos postes nos caminhos do parque. As sombras nas árvores, o playground vazio… o lugar inteiro parecia preso no tempo.
E eu também.
Meu celular vibrou no bolso e quase me matou do coração. Era o nome da minha amiga na tela, mesmo eu não lembrando de ter passado meu número pra ela. Atendi mesmo assim.
“Alô?”
“Ei”, ela disse. “Você chegou bem?”
Hesitei. “Acho que sim. Tô no parque.”
“Você precisa tomar muito cuidado”, ela falou. “Eu também. Quando eu li sobre o conceito de ‘Kurse’, o pessoal dizia que depois de um certo ponto a pessoa fica presa.”
“Presa?”
“É…”, a voz dela ficou baixa e triste. “Elas ficam presas em loops.”
Encostei a cabeça no descanso do banco e soltei um suspiro longo. “Loops? Do que você tá falando?”
“Ainda tô tentando entender. Só toma cuidado pra não ser seguido. Ou pra não seguir ninguém”, disse ela. “Tenho que ir. Me liga de manhã, por favor.”
E desligou sem mais nem menos. Guardei o celular e, sem ter mais ideia do que fazer — e sem nenhuma vontade de voltar pra casa —, resolvi andar pelo parque pra processar tudo que tinha ouvido. Peguei minhas coisas, tranquei o carro e saí andando pelos caminhos iluminados.
Parei no playground, sentei no balanço. O movimento ajudou um pouco, mas comecei a ficar enjoado com tanta confusão. Só queria ir pra casa e dormir, mas até isso me dava medo. Não sabia o que fazer.
Enquanto estava sentado, ouvi passos pesados e apressados sumindo na escuridão. Quase caí do balanço.
Estava ficando frio e eu tava apavorado. Precisava sair dali.
Levantei, dei uma última olhada no parque e voltei pro carro. Já estava quase chegando quando, no silêncio, ouvi o rangido das correntes do balanço atrás de mim.
Nem olhei pra trás. Só saí correndo.
Me joguei dentro do carro, tranquei as portas, liguei o motor e saí cantando pneu. Quando estava saindo, vi uma figura sentada no balanço. Uma mulher. Cabelo preto curto. Mal vestida pro frio. Parecia perdida em pensamentos dentro da sombra.
Acelerei pra longe dali.
Naquela noite dormi dentro do carro, mesmo estando na garagem de casa. Por mais desconfortável que fosse, era o único lugar onde eu me sentia seguro de verdade. O sono foi sem sonhos e acordei dolorido e cansado. Mesmo assim, quando vi a luz fraca da manhã entrando pelas janelas bem escuras, senti uma onda de alívio.
Consegui uns três minutos de paz antes do déjà vu bater de novo. Dessa vez me vi ao mesmo tempo no carro tentando me aquecer e no Cat Brew Café, comendo um sanduíche de café da manhã em frente à minha amiga.
Acho que você já entendeu como funciona. Pisquei, e de repente eu já estava lá, comendo e conversando. Lembro que congelei com o sanduíche na metade do caminho pra boca. Ela me olhou com cara de dúvida e disse: “Oi de novo.”
Franzi o nariz. “Oi? Eu não estava aqui?”
Ela fez um hum, tomou um gole d’água. Notei que no vidro embaçado ela tinha desenhado vários círculos pequenos. “Você estava, mas também acabou de chegar. Dá pra ler na sua cara.”
Minhas mãos começaram a tremer tanto que deixei o sanduíche cair no prato. Com um sussurro desesperado, implorei: “O que tá acontecendo?”
“A mesma coisa que tá acontecendo comigo. E que aconteceu com outros ‘Kurses’, se eu estiver certa.” Ela estalou a língua e olhou pro lado. “O pior é que eu não sei por quê, nem como parar.”
Meus lábios tremiam tanto que mal consegui falar: “Eu sinto que tô pulando no—”
“Tempo. Eu também”, ela completou.
Mas falando em tempo, e talvez porque eu tava desesperado por um pouco de normalidade, olhei pro celular e soltei: “Merda! Tô atrasado pro trabalho! Tenho que ir, desculpa. Te ligo hoje à noite.”
Ela me olhou com aqueles olhos grandes e tristes. “Espero que sim”, disse.
A gente se despediu. Ela no sedã velho dela, eu no meu. Quando estava saindo do estacionamento, vi o que parecia ser o meu carro — mesma cor vermelha, janelas escuras, amassado no para-choque — passando por mim entrando no estacionamento.
Eu vomitei. Joguei tudo nas roupas que tinha usado no escritório no dia anterior. Vomitei tão forte que acho que triggerou o déjà vu de novo, porque a próxima coisa que eu soube foi que eu estava *saindo* do trabalho. Minhas roupas estavam limpas, mas eram as mesmas de ontem. Não lembrava de nada do dia, nem de ter trocado de roupa. Um minuto eu tava vomitando, no outro eu já estava no carro depois do expediente, na sombra de um prédio de oito andares.
Fui direto pra casa chorando o caminho inteiro. Em casa chorei mais ainda. Só queria minha cama. Dormir. Foda-se o invasor, pensei. Chutei a porta pra abrir, saí tropeçando e bati ela atrás de mim. Dei a volta pelo caminho curvo, subi as escadas de tijolo e, quando olhei pra porta, vi ela se fechando atrás de alguém.
Hesitei só um segundo, mas foi a gota d’água. Invadi minha própria casa, fechei a porta bem quietinho e fui andando pra dentro. Uma figura entrou na cozinha apagada, deixando a luz desligada. Fiquei ali, tremendo de raiva, pensando: será que eu vou mesmo fazer isso?
Eu ia, até que a luz acendeu. Fiquei congelado por um bom tempo, morrendo de medo. Uns trinta minutos se passaram até eu criar coragem pra me mexer. Quando consegui, marchei pra cozinha pronto pra cobrar explicações. E lá não tinha ninguém. Nada tinha sido mexido, só faltava uma faca no cepo.
Desliguei a luz com cuidado. Não queria ser visto. Peguei outra faca, rodei a casa inteira e voltei pro corredor bem na hora de ver…
Eu mesma saindo pela porta da frente, feito um gato assustado. Deixei a faca cair. Prendi a respiração. Era eu. O cabelo curtinho, a roupa de escritório meio desarrumada, o jeito de andar rápido. Era eu. Assim como eu no parque. Eu no café da manhã. Eu, eu, eu… era tudo eu!
Eu gritei.
Saí correndo de casa.
Entrei no carro e liguei pra minha amiga. Ela não atendeu.
E então, poucos minutos atrás, veio mais uma onda de déjà vu. Me vi ao mesmo tempo dentro do carro segurando o celular, me acalmando depois de um dia longo no entardecer… e subindo as escadas de tijolo até a porta de casa. Vi um bilhete nela. Li.
“Pra você.”
Quando voltei a mim, eu estava subindo as escadas até a porta. O bilhete estava colado na madeira. Peguei ele, abri correndo. Reconheci a letra. Li as palavras: “Precisamos conversar. Me encontra no Cat Brew Café.”
E desabei nas escadas. É onde eu estou agora. Sentada aqui, lendo o bilhete várias vezes. Tô com medo pra caralho. Peguei o celular pra tentar ligar pra ela de novo, mas o número dela não tá mais na minha agenda. Na verdade, não tem nenhuma ligação entre a gente.
Minha memória dos últimos dois dias tá toda quebrada, nebulosa. Talvez por isso eu esteja escrevendo isso, pra tentar lembrar o máximo possível. Não entendo o que tá acontecendo comigo e tô apavorada.
Se alguém puder me ajudar, por favor, por favor, fala alguma coisa. Se você tem déjà vu forte que nem eu, como você lida com isso? Essa merda de “Kurse” tá me deixando maluca, qualquer conselho ajuda pra caralho.
Quanto a mim… sei lá. Tô com fome. Foi um dia longo no trabalho. E tenho esse bilhete misterioso da minha amiga que não entendo.
Acho que vou entrar e comer alguma coisa. Uma salada, talvez. Tentar entender toda essa loucura.
Eu… acho.
Acabei de reler o post inteiro pra lembrar por que eu tô digitando isso agora. E sinto mais déjà vu vindo.
É melhor eu entrar e comer. Só Deus sabe o quanto eu preciso descansar.
Tô exausta. Foi um dia longo pra caralho.

