Sou uma garota de 21 anos e recentemente terminei com meu namorado rico. Desde então, o dinheiro tá curto pra caralho, e eu tava desesperada por um trampo. Rolei o feed do Facebook um tempo, até ver uma família procurando babá. O pagamento era 560 dólares por hora — uma grana preta mesmo! Eu tava faminta por dinheiro! Mandei mensagem pra eles dizendo que queria cuidar do filho deles. Responderam: “Olá! Muito obrigado por entrar em contato. Nossa última babá sumiu do nada depois de cuidar do nosso filho. Vamos escolher um dia aleatório e te perguntamos se você tá livre nessa noite! Atenciosamente, Peter & Carlie!”
Li aquela mensagem com um sorriso no rosto, mas a página inteira deles era esquisita. O filho era loiro com olhos verdes, enquanto o pai e a mãe eram morenos com olhos castanhos. Era meio estranho, mas ignorei. 560 por hora era um baita negócio! Olhei pro relógio e vi que era meia-noite. Larguei o celular na mesa, peguei um travesseiro e apaguei no sofá. De repente, o telefone tocou alto pra cacete, com um monte de notificações spam me tirando do sono pesado.
Minha visão tava embaçada, então estiquei a mão e tateei pra pegar o celular. Era Carlie e Peter me ligando. Mandaram mensagem dizendo que tavam saindo pro restaurante e perguntaram se eu tava livre. Respondi na hora que tava em casa e podia cuidar do filho deles. Bocejei, levantei do sofá, liguei a TV — que iluminou tudo forte o suficiente pra eu ver o quarto inteiro —, peguei meu casaco e fui na geladeira. Era tarde pra caralho e eu tava com sono, mas faria qualquer coisa por grana, então peguei um energético e entornei goela abaixo.
Joguei a lata no sofá, abri a porta, virei o tapete e peguei as chaves do carro do chão. Minhas botas batiam forte nas pedras do caminho, e uma sensação esquisita mandava eu dar o fora dali na hora, mas claro que ignorei. Quem ia recusar uma grana de mais de 400 dólares por hora? Ninguém.
Dirigi até o lugar, que ficava uns 20 minutos da minha casa. Cheguei lá, bati na porta. Eles me receberam com um sorriso largo e um olhar sinistro nos olhos. Pegaram um papel da mesa e me mostraram a lista de regras — algumas eram sinistras pra caralho. Quando perguntei sobre isso, os ossos deles estalaram enquanto inclinavam a cabeça. “Não respondemos perguntas, querida.” “Tá bom... divirtam-se.” “Você também, querida. Vamos ver se você aguenta uma hora.”
Disseram isso batendo a porta na minha cara. “Meu Deus, gente esquisita sem manners nenhuma existe mesmo hoje em dia.” Virei pro moleque e vi que as pupilas dele tavam tortas, nada como na foto. Arrepios desceram pela minha espinha, e meus ouvidos zumbiam enquanto eu olhava praquela coisa. Recusei me aproximar; andei pra trás procurando algo afiado. Aquilo com certeza não era um bebê, provavelmente nem humano. Olhei pros pés e braços dele: cobertos por um tom azul fraco, como se tivesse congelamento.
Recuei e abri três gavetas até achar um caco de vidro. Trinta segundos se passaram... ATÉ AQUELA COISA PARTIR PRA CIMA DE MIM!
Tinha presas afiadas e mordeu minha perna. Gritei por socorro, torcendo pra vizinhança ouvir. Aquilo não desgrudava de mim. Finalmente o dominei com um soco, e ele rolou escada abaixo. Um suspiro de alívio enorme me invadiu, mas minha perna toda tava ensanguentada. A criatura me olhou com raiva e veio pra cima de novo. Dei um soco na cara dele até meus nós dos dedos sangrarem — a cara era dura que nem pedra. Peguei um caco de vidro pra esfaquear a barriga, mas ele agarrou minha mão e comeu o vidro! Percebi que minha única chance de vencer tinha ido pro brejo; agora só restavam os punhos.
Peguei uma garrafa de vinho e esmaguei na cabeça dele. O bebê rolou pra trás no tapete, gritando e chorando pelos pais. Fui devagar até a maçaneta, girei e abri a porta. Respirei fundo e saí correndo, deixando aquela merda pra trás. Corri até a casa mais próxima e bati na porta como uma louca. Uma velhinha aleatória abriu e disse: “Precisa de ajuda? Meu Deus, por que você tá coberta de sangue?”
Minha visão começou a embaçar. Apaguei na grama... Uma ou duas horas depois, acordei num hospital, e a polícia me acusou de homicídio em primeiro grau. Fiquei ali confusa e falei pro policial que tava me defendendo, que o bebê não era humano. O que ele disse me fez me arrepender de tudo: a polícia achou o corpo de um bebê de verdade. Me diagnosticaram com esquizofrenia e disseram que eu tava em crise. Minha boca caiu, lágrimas escorreram pela minha espinha. O que eu fiz.


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