segunda-feira, 23 de março de 2026

Ilha dos Canibais

Eu sou a última pessoa de pé; sou a garota final, e preciso contar a minha história.

Eu e meus amigos acabamos em uma ilha à noite por causa de um naufrágio. Não era uma ilha comum. A lua lançava sua luz sobre a ilha, deixando-a com um ar assustador.

No começo... achamos que era uma ilha normal, e procuramos ajuda, mas quanto mais avançávamos para o interior da ilha, mais percebíamos que algo estava totalmente errado.

Andamos e andamos por um bom tempo, mas não encontramos nenhum sinal de vida. Havia apenas ossos e um fedor horrível de podridão e decomposição no ar. Os ossos deviam ser de animais; o que mais poderiam ser?!

Aquele fedor horrível de podridão e decomposição enchia o ar; insuportável. Eu realmente desejei não ter olfato naquele momento.

Encontramos uma pequena cabana de madeira, mas o que vimos dentro era muito errado e horrível. Vimos, para nosso horror, corpos esfolados e em decomposição pendurados no teto por ganchos de açougue, sangue pingando no chão. Será que eles foram esfolados vivos? Quem poderia ter feito aquilo? Que tipo de monstro fez aquilo?! A gente não queria nem imaginar. O cheiro forte subiu pela nossa garganta. Sentimos náuseas e tontura.

Saímos da cabana, e então nos sentamos debaixo de uma árvore para descansar. O luar iluminava nossos rostos exaustos. Nossas roupas estavam todas suadas e ensanguentadas, e o ar estava frio.

Andamos e andamos de novo, na esperança de encontrar ajuda, e encontramos uma casa com luzes acesas. Nos aproximamos da casa com cuidado. Batemos na porta, e um homem de óculos abriu a porta com um sorriso. A gente nunca deveria ter se aproximado daquela casa.

O homem nos recebeu dentro da casa, trancou a porta e colocou a chave no bolso. Nós nos deparamos com algo horrível dentro da casa. Encontramos pessoas comendo carne humana; sim... era carne humana. Corpos picados em pedaços sobre uma mesa e aquelas pessoas estavam comendo, com sangue por todo o rosto. Pareciam monstros!

O cheiro de podridão e decomposição de novo, combinado com os rostos ensanguentados daqueles canibais, as partes de corpo sobre a mesa e o horror que sentimos. Era avassalador.

Os canibais nos dominaram e eu tive que ver meus amigos morrerem um por um de formas brutais. Um dos meus amigos teve a garganta cortada e os canibais beberam o sangue dele. Outro foi esfaqueado várias vezes seguidas em órgãos vitais. Outro foi pendurado por um gancho de açougue e eviscerado, com as entranhas derramando no chão. Outro foi picado em pedaços e guardado num freezer, e eu pude ouvir o som dos ossos dele quebrando enquanto o cortavam. Eles fizeram algo nojento com meu último amigo... algo horrível!!! Abriram a cabeça dele e comeram o cérebro cru enquanto ele ainda estava vivo e depois o decapitaram! Aqueles monstros!! Eu me senti com medo... e... aterrorizada. Eu só queria sair dali a qualquer custo.

Um daqueles canibais me deu uma lição, já que eu ia morrer mesmo, como ele disse. Aquele monstro me contou, com um sorriso debochado no rosto ensanguentado, que eles são um grupo de homens e mulheres comuns, com empregos comuns, que vivem na cidade e compartilham o interesse de comer carne humana, e por isso têm essa ilha isolada e privativa onde se encontram todo ano para praticar canibalismo, onde ninguém pode vê-los, e sequestram pessoas da cidade... depois as trazem para essa ilha... e então as comem. Foi isso que ele me disse!

Eu estava amarrada a uma cadeira, mas consegui soltar a corda, e então dei um soco naquele canibal no rosto com toda a força. Peguei rapidamente a chave da casa do bolso dele enquanto os outros estavam ocupados na cozinha. Corri até a porta... destranquei a porta... girei a maçaneta... e consegui fugir da casa.... mas não antes de levar uma facada brutal nas costas por um daqueles monstros. Corri e corri o mais rápido que pude, apesar do sangramento. Eu podia ouvi-los me perseguindo enquanto eu corria pela escuridão. Gravetos estalavam e quebravam sob os sapatos deles. Eu também podia ouvir os grilos cantando, o ritmo constante deles estranhamente fora de lugar na noite silenciosa. Finalmente, consegui me esconder deles com segurança dentro de uma pequena caverna.

Parece que eu e meus amigos acabamos na ilha na hora errada, e esbarramos naquelas pessoas que comem carne humana.

Aqueles monstros disfarçados de humanos vivem entre as pessoas na cidade, parecem civilizados, trabalham em empregos comuns, mas sequestram e comem gente na ilha isolada e privativa deles todo ano. Eles podem ser nossos vizinhos, morando ao nosso lado!

Aqueles canibais! Eu não consigo esquecer os rostos ensanguentados deles, as roupas ensanguentadas, os sorrisos sinistros e, o mais importante... o que eles fizeram com meus amigos!

Agora eu ainda estou dentro daquela pequena caverna, sangrando até a morte. Estou gravando toda essa história no meu celular, na esperança de que alguém encontre meu celular depois e conheça a minha história. Felizmente, meu celular não foi danificado no naufrágio porque eu o mantive dentro de um saco plástico. Estou começando a perder a consciência.... desvanecendo lentamente. Estou morrendo.

0 comentários:

Tecnologia do Blogger.

Quem sou eu

Minha foto
Escritor do gênero do Terror e Poeta, Autista de Suporte 2 e apaixonado por Pokémon